Oxalá no Candomblé | História e qualidades do Orixá

oxalá no candomblé

O Candomblé é uma religião monoteísta, que possui um Deus único. Os orixás são como santos ou anjos.
Olorum é o Deus maior, único, e seus filhos diretos teriam se tornado orixás. Atualmente são cultuados 16 orixás, mas existem mais.

Oxalá no Candomblé é o primeiro filho de Olorum e é considerado o pai dos homens. Conheça mais sobre essa entidade.

Quem é Oxalá no Candomblé

Oxalá  é o detentor do poder procriador masculino. É um elemento fundamental dos primórdios. Ao incorporar-se, assume duas formas: Oxaguiã, que é um jovem guerreiro, e Oxalufã, que é um velho apoiado num bastão de prata (Opaxorô).

Pai dos homens, criador da humanidade, Oxalá no Candomblé é o pai de todos. Todas as histórias que relatam a criação do mundo passam necessariamente por Oxalá. Ele foi o primeiro Orixá concebido por Olorum e encarregado de criar não somente o universo, mas todas as coisas que existem no mundo.

Oxalá é alheio a toda violência, disputas, brigas. Ele gosta de ordem, de limpeza e da pureza. Muito sábio e benevolente com os filhos, ele os leva pelos caminhos da vitória. Ele é regente do Trono da Fé, ou seja, está associado a todos os assuntos que envolvam a Esperança e a Confiança em Deus.

Devido a sua posição, Oxalá se tornou meio prepotente e exigente, sendo assim muito teimoso e perfeccionista. Sempre consegue o que deseja através de suas estratégias e capacidade de raciocínio.

A maior interdição de Oxalá é o azeite-de-dendê, que jamais deve macular as suas roupas, os seus objetos sagrados e muito menos o seu Alá.

A única coisa vermelha que Oxalá permite, é a pena de Ikodidè, prova de sua submissão ao poder genitor feminino.

Lenda 1 – Oxalá e a Criação do Homem

Oxalá no Candomblé é o Orixá mais velho, filho de Olorum. Foi a ele que seu pai confiou o saco de criação, para que pudesse criar o mundo.

Mas, como todo Orixá, Oxalá deveria seguir alguns procedimentos para fazer o ritual de criação. Ele, muito altivo e presunçoso, recusou-se a fazer uma grande oferenda, achando que por ser o Orixá mais velho isto não era necessário.

Exú, o responsável por fiscalizar a entrada do mundo do Além, não gostou nem um pouco da falta de respeito de Oxalá. Quando ele passou pelo local, o fez sentir uma grande sede que o obrigou a furar uma palmeira com o seu Opaxorô.

Um líquido vermelho e delicioso começou a sair da árvore e Oxalá o bebeu até se embebedar e adormecer. O que ele não sabia é que esta bebida era vinho de palma.

Enquanto dormia, seu irmão e maior rival, Oduduá, passou por ele e roubou o saco da criação, o levando até Olorum e contando o que aconteceu com Oxalá.

Olorum então permitiu que Oduduá criasse o mundo. Assim, fez toda a oferenda e a primeira cidade a surgir foi Ifé. Oduduá tornou-se seu rei.

Ao acordar, Oxalá indignado por não estar com o saco da criação foi falar com Olorum. Como castigo, ele foi punido a nunca mais poder beber vinho de palma e nem usar azeite de dendê.

Mas, tocado pela frustração de Oxalá, o permitiu como consolo em criar o homem a partir do barro, onde Olorum sopraria a vida.

Oxalá se empenhou na tarefa, mas não acatou todas as ordens do seu pai. Ele bebia escondido o vinho de palma. Por isso, algumas pessoas nascem com deficiências físicas ou albinas por não ficarem no forno de Oxalá o tempo certo para cozinhar.

Lenda 2 – Oxalá e Exu

Certa vez, quando os Orixás estavam reunidos, Oxalá deu um tapa em Exu e o jogou no chão todo machucado. Mas, no mesmo instante, Exu se levantou, já curado.

Então, Oxalá bateu em sua cabeça e Exu ficou anão. Mas Exu se sacudiu e voltou ao normal.

Depois, Oxalá sacudiu a cabeça de Exu e ela ficou enorme. Mas Exu esfregou a cabeça com as mãos e ela ficou normal.

A luta continuou até que Exu tirou da própria cabeça uma cabacinha; dela saiu uma fumaça branca que tirou as cores de Oxalá. Oxalá se esfregou, como Exu fizera, mas não voltou ao normal.

Então, Oxalá tirou da cabeça o próprio axé e soprou-o sobre Exu, que ficou dócil e lhe entregou a cabaça, que Oxalá usa para fazer os brancos.

Qualidades de Oxalá

Oxalá no Candomblé tem duas qualidades muito importantes que norteiam todas as suas características e a de seus filhos:

Oxalá Oxalufan – é o Oxalá mais velho. Seu templo é em Ifon. Esse Oxalá anda curvado por causa do tempo. Os anos lhe pesam no corpo. Ele é vagaroso como um idoso com dores. É o Opaxorô que o sustenta, um bastão de metal branco com a imagem de um pássaro. Está diretamente ligado com a tranquilidade, paz, sabedoria e paciência.

Oxalá Oxaguian – é o filho de Oxalufã, um Orixá jovem, forte e guerreiro. Seu principal templo é o Ejigbo. Em suas mãos estão o escudo, espada, mão de pilão e polvarim. Oxaguiã é o Orixá responsável por encorajar seus filhos nas lutas diárias para que eles possam superá-las. É dinâmico e está sempre em movimento. Ele rege a inovação. Sua comida favorita é o inhame (por isso criou o pilão) e seu nome é derivado justamente de seu prato preferido: Orixá comedor de inhame pilado. De características severas, Oxaguian é quem motiva com espírito de luta e vontade de vencer.

Veja abaixo outras qualidades de Oxalá:

Oxalá Ajagemo – para o qual durante a sua festa anual em Edé, dança-se e representa-se com mímicas, um combate entre ele e Oluniwi, no qual este último sai vencedor.

Oxalá Akire ou Ikire – é um valente guerreiro muito rico que transforma em surdo e mudo a quem o negligencia.

Osalá Alase ou Olúorogbo – salvou o mundo fazendo chover num período de seca.

Oosaalá Etéko – caminha com Oxaguiã, é inquieto. Vive nas matas e come todo o tipo de carne branca.

Oxalá Eteto Obá Dugbe – outro guerreiro, ligado a Orixalá.

Oxalá Lejugbe – é muito confundido com Oxalufan; por ser vagaroso e indeciso. Muito chegado a Ayrá.

Oxalá Obatalá – é o mais velho dos orixás. O grande rei branco; raiz de todos os outros Oxalás. Ele não é feito, faz-se Ayrá ou Oxum Opara. É o pai de Oxalufan que por sua vez é o pai de Oxaguiã. Por ser muito grande e poderoso, Obatalá não se manifesta. Sua palavra transforma-se imediatamente em realidade. Representa a massa, o ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo, controla a formação dos novos seres, é o senhor dos vivos e dos mortos.

Comida de Oxalá

Frutas para Oxalá

Materiais: 4 peras, 3 cachos de uva Itália (não pode usar uva escura), mel para regar, 500 ml de água mineral e 1 vela branca.

Modo de Fazer: coloque as uvas no centro, as 4 peras envolta regue tudo com mel, jogue a água envolta em movimento circular e acenda a vela.

Canjica Branca para Oxalá

Materiais: 1 rosa branca, 200g de canjica branca mal cozida e fria, 1 vela branca e 500 ml de água mineral.

Modo de Fazer: faça um montinho com a canjica e coloque a rosa branca no topo, coloque a água mineral envolta e acenda a vela.

Saudação de Oxalá no Candomblé

Êpa Babá – significa olá, com admiração e espanto, ao ancestral dos ancestrais.

A cor de Oxalá no Candomblé é o branco e o seu dia é a sexta-feira. Os seus filhos devem vestir branco neste dia. Pertencem a Oxalá os metais e outras substâncias brancas.

Conheça também Oxalá na Umbanda.

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Comentários

  • Me descreveu literalmente eu sou filho de oxalá odeio brigas confusões lugares cheio de turbulência até gritos paciência com criança tenho mais com os meus mesmo assim se apertar minha mente caio fora mais porém gosto da presença não sou materialista não vou levar nada mesmo com relacionamento prezo muito alguém que me passe confiança

  • Adorei as informações. Pela primeira vez que vejo informações completas sobre o candomblé. Eu e minha esposa somos candomblecistas.
    Eu sou de Xangô Abomi e Oxum Bomim, e minha esposa é de Lufan e Yemanjá, com o 3*santo de Jagun.
    Agradeço pelas informações.

    • Oi, André!

      Que bom que você gostou, nós aqui do Astrocentro estamos sempre procurando a melhor maneira de informar e ensinar através dos textos. Fico grata pelas palavras graciosas.

      Beijos!

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