Lilith no Mapa Astral – A energia da Lua Negra

Lilith no mapa astral

Para compreender a função da Lilith no Mapa Astral, é necessário voltar um pouco na história e contextualizar quem foi a mulher que deu o nome a esse glifo. Não se trata de um astro em si, mas representa o apogeu da Lua. Ou seja, a posição em que ela fica mais distante da Terra. 

Quem foi Lilith? 

As histórias de Lilith são encontradas em documentos arqueológicos da Idade Antiga, ainda antes do nascimento de Cristo. São estudadas hoje como mitos babilônicos e mesopotâmicos, que descrevem ela como um demônio feminino,  que é associado às trevas e a episódios de destruição e de morte. 

Para os sumérios, ela também era um demônio, mas tinha poder sobre ventos destruidores e era simbolizada pela Lua. É interessante ressaltar que os povos da Babilônia foram os precursores no estudo da Astrologia.

Nas escrituras apócrifas (documentos escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs, mas que não foram inspirados por Deus), encontram-se várias passagens sobre Lilith, a qual teria sido criada para viver ao lado de Adão no Paraíso. 

Entretanto, ela não aceitou a posição de submissa ao seu companheiro, afirmando que ambos tinham sido feitos do mesmo material (o barro moldado por Deus) e, por isso, deveriam viver em igualdade. 

Seus questionamentos fizeram com que ela fosse expulsa do Éden (o Paraíso) e, a partir desse momento, Lilith passa a ser associada à uma figura demoníaca. Assim, o seu nome teria sido banido da bíblia por sua “rebeldia”. Mas, no capítulo dois do livro de Gênesis, está escrito que Deus criou “outra” mulher, o que nos permite especular acerca da existência de uma figura feminina anterior à Eva.

Eva, por sua vez, foi criada diretamente da costela de Adão, para que aceitasse viver sob a tutela masculina. Nessas histórias, afirma-se que Lilith não admitia nem mesmo ficar embaixo de Adão durante a relação sexual. 

Sendo assim, após o seu exílio, ela teria sido obrigada a residir nas profundezas das águas do mar, junto aos demônios, com os quais em algumas versões passa a exercer o papel de uma figura materna e, em outras, torna-se uma concubina. 

O que significa Lilith no Mapa Astral? 

Segundo o conhecimento que se tem a respeito de Lilith, ela seria insaciável e buscava sempre satisfazer seus desejos mais profundos e impetuosos. Por isso, a sua presença no Mapa Astral pode ser associada a questões sexuais, como compulsões, perversões e outros comportamentos obsessivos.

Na Astrologia, o exílio de Lilith é representado pelo apogeu da Lua, como se ela tivesse sido “banida” do Sistema Solar. A Lua e Vênus também são astros relacionados à figura feminina e ao inconsciente, mas de forma diferente: enquanto a Lua diz respeito à figura da mãe, que cuida e nutre, Vênus pode ser considerada uma menina curiosa e encantada. 

Lilith, por sua vez, fala dos impulsos e das vontades absurdas das mulheres, que podem ser reprimida pela sociedade contemporânea, fazendo referência ao arquétipo da mulher que não se deixa dominar e, por isso, é acusada e sufocada pela insurgência de uma ordem social com fundamentos patriarcais. 

Do ponto de vista astrológico, Lilith representa o espírito questionador feminino, que se expressa como um desafio intelectual aos padrões sociais que são cegamente obedecidos. A “Lua Negra” evidencia aquilo que desejamos no outro mas que, simultaneamente, desperta algum tipo de incômodo, nos fazendo encarar as partes de nós mesmos que tendemos a rejeitar – é uma relação entre o medo e o desejo, que diz respeito a imagem da mulher ferida. 

O posicionamento de Lilith, portanto, diz respeito ao que está machucado dentro de nós e que precisa ser encarado, para que possamos exercitar nossos desejos ativamente, perdendo o preconceito acerca das nossas próprias vontades, porque a partir do momento que ela são conscientizadas, nós conseguimos controlá-las com mais destreza. 

Esse controle não significa ignorar ou calar nossas ideias mais profundas, mas sim acolhê-las com respeito, para que consigamos direcioná-las a se expressar nos momentos mais adequados, sem causar algum constrangimento.

Lilith x Hécate

Além das mitologias babilônica, mesopotâmica e suméria, a representação sombria de Lilith foi apropriada pelos Gregos como “Hécate”, a deusa que guarda as portas do submundo (o que pode ser relacionado à ideia de inferno, baseada no cristianismo). 

Na sociedade medieval, muitas das crenças culturalmente disseminadas se baseavam no conhecimento mitológico de determinados povos, o que influenciou a construção dessa imagem distorcida da mulher. 

Com o passar dos anos, a crença de que as mulheres eram associadas a uma figura demoníaca, que representava a tentação e o pecado, resultou em uma grande perseguição à figura feminina que é observada até os dias de hoje. Marcou grandes episódios da história, como a fase mais obscura da Igreja Católica, em que milhares mulheres foram condenadas a mortes horríveis (como a fogueira, a forca e o apedrejamento) pelo tribunal da inquisição, com a justificativa de se tratarem de “bruxas”. 

Dessa forma, percebe-se que essa ideia do feminino associado ao obscuro marcou o inconsciente coletivo durante séculos, oscilando períodos em que se manifestou de maneira mais ou menos explícita. 

Por esse motivo, na Astrologia Lilith é considerada uma importante parte da psique inconsciente, que consiste na parte da mente que não temos acesso de forma consciente, mas que influencia diretamente nossos comportamentos e pensamentos cotidianos. 

Um exemplo da expressão dos conteúdos dessa região incompreensível e “escura” da mente são as situações em que fazemos ou falamos algo sem pensar, de forma incompatível com os traços da nossa personalidade que são conscientes. 

Lilith – Uma Lua Negra

Devido à sua relação com a Lua (mais especificamente, o seu apogeu), Lilith passou a ser representada por uma Lua Negra com uma cruz embaixo. Pode-se dizer que, enquanto a Lua rege as emoções que conhecemos como “nossas” (se você se considera uma pessoa sensível ou mais fria, sonhadora ou “pé no chão”), Lilith fala sobre os sentimentos que, na grande maioria das vezes, são reprimidos de forma tão intensa que nos causa certa “repulsa”. 

Não queremos aceitar que tais características estão presentes em nossa personalidade e, por isso, é tão difícil integrar de forma saudável as energias da Lua Negra. Essa rejeição também se relaciona com os sentimentos de solidão, tristeza e opressão que podem ser provocados pela “pressão” que Lilith faz sobre a nossa psique. 

Por isso, conhecer o seu posicionamento no Mapa Astral, assim como os aspectos que ela forma com outros astros, é interessante para conseguir identificar possíveis bloqueios e traumas, com os quais temos que lidar eventualmente.

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Victoria Costa
Apaixonada pelas particularidades da mente humana e pelos efeitos dos trânsitos planetários sobre ela, Vic Costa trabalha como astróloga e redatora no Astrocentro e divide seu tempo interpretando os astros e estudando Psicologia. Como uma boa pisciana, a empatia e a intuição são seus pontos fortes.

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