Quem foi irmã Dulce – Conheça a primeira santa brasileira

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Durante todo o ano de 2019 fomos bombardeados com a notícia de que, pela primeira vez, o Vaticano fará a canonização de uma mulher brasileira. Todos adoramos receber a notícia e ficamos empolgados com a novidade. Mas nós sabemos quem foi irmã Dulce de fato? É por causa dessa dúvida que resolvemos fazer um texto para contarmos a história dessa famosa religiosa. Confira!

Conheça a história da irmã Dulce

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu no dia 26 de Maio de 1914 em Salvador. Ela é bastante conhecida como irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres e até Bem-Aventurada Dulce dos Pobres. Isso porque ela foi uma religiosa católica que fez muitas obras de caridade e ajudou dando muita assistência para os desfavorecidos.

Para saber quem foi Irmã Dulce, temos de voltar para sua infância e analisar como ela foi uma menina cheia de alegria, que adorava brincar de boneca e empinar pipa. Mas desde jovem mostrava sua vontade de ajudar os desfavorecidos, pois adorava futebol e torcia para o Esporte Clube Ypiranga, um time formado pela classe trabalhadora e os excluídos sociais.

Quando ainda era muito jovem perdeu sua mãe, e isso a fez se apegar muito mais a seu pai. É por isso que levou de herança dele a sua vocação para trabalhar em benefício da população carente. Desde os 13 anos age atrás de justiça e isso foi notado quando passou a acolher mendigos e doentes para sua casa, fazendo o seu lar se tornar um centro de atendimento que logo ficou conhecida como “A Portaria de São Francisco”.

A sua devoção a ajudar os mais carentes a despertou o interesse na sua vida religiosa. Após se formar como professora, resolveu se dedicar a vida religiosa. Entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão em Sergipe. Foi lá que recebeu, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

As missões da santa Irmã Dulce

Para saber quem foi Irmã Dulce, precisamos falar sobre suas obras sociais que foram de grande importância para a sociedade brasileira. Começando com sua primeira missão que foi dar aula em um colégio que era mantido pela sua congregação que ficava em Salvador.

Claro que só isso não era o suficiente para a santa irmã Dulce…

Ela sempre manteve os seus pensamentos mais voltados para ajudar os mais pobres. É por isso que logo resolveu prestar assistência à comunidade pobre de Alagados, que era um conjunto de palafitas localizados no bairro de Itapagipe. Neste mesmo período ela começou a atender também os operários daquele bairro. Foi assim que criou um posto médico naquele bairro e junto a isso fundou a União Operária de São Francisco.

Desta maneira a Irmã Dulce também deu início ao Círculo Operário da Bahia e inaugurou o Colégio Santo Antônio, que é uma escola pública no bairro da Massaranduba que foi feita para os operários e seus filhos.

Os milagres realizados – Entenda quem foi Irmã Dulce

Para tornar uma pessoa santa, a Igreja Católica analisa pelo menos três dos acontecimentos abaixo:

  • Um decreto direto do Papa
  • Ser vítima de martirização em função da fé
  • Realizar, no mínimo, 2 milagres

Além disso é importante provar também que a pessoa, seja religiosa ou leiga, possuir algum comportamento religioso ou social a ponto de poder ser respeitado. Ela precisa servir de exemplo para a sociedade, pois no momento que se tornar santa, será adorada por muitos católicos no mundo. Por isso é necessário a aprovação papal sobre a imagem consolidada dessa pessoa.

É por isso que para mostrar quem foi Irmã Dulce e porquê se tornou uma santa da Igreja, precisamos contar quais foram os seus milagres realizados. Afinal, foi a prova e dois acontecimentos em sua vida que a tornou conhecida como a primeira santa brasileira.

O primeiro milagre da santa Irmã Dulce

No dia 11 de Janeiro de 2011, na cidade de Itabaiana no Sergipe aconteceu o primeiro milagre da santa Irmã Dulce. Quando a Cláudia Cristina dos Santos sofreu uma forte hemorragia após ter dado à luz ao seu segundo filho, Gabriel, seus familiares se assustaram com o quadro grave. Ela ficou durante 18 horas submetida a três cirurgias na maternidade e os médicos avisaram sua família de que somente uma ajuda divina poderia ajudá-la naquele estado.

Foi então que, em desespero, a família chamou o padre José Almi para orarem para salvar a vida de Cláudia. O padre, por sua vez, decidiu pedir a intercessão de Irmã Dulce. Depois de muitas orações, ele entregou a Cláudia – que ainda estava em coma – uma pequena relíquia da Bem-Aventurada.

Para a surpresa dos médicos e felicidade dos familiares, a hemorragia cessou rapidamente!

O caso foi analisado por peritos médicos brasileiros e italianos, e nenhum conseguiu explicar o porquê daquela transformação rápida no quadro. Cláudia sobreviveu e se tornou a prova de um milagre santo, um milagre feito pela Irmã Dulce.

O segundo milagre da santa Irmã Dulce

O segundo milagre reconhecido foi muito mais poderoso. Se você não sabe quem foi Irmã Dulce, depois dessa história não duvidará mais do seu podre. Afinal, ela foi capaz de fazer um homem voltar a enxergar.

A história do baiano Maurício ficou muito famosa, posa aos 22 anos ele foi diagnosticado com glaucoma muito sério. Como foi decoberto tarde, essa doença já estava em um estado avançado e o tratamento não foi o suficiente para impedir que o seu nervo óptico fosse destruído. Foi assim que na virada do ano de 1999 para 2000 ele ficou completamente cego dos dois olhos.

Assim ele permaneceu por mais 14 anos sem esperança de que isso fosse mudar.

Só que Deus escreve por linhas tortas, não é mesmo? Em 2014, já morando em Recife, Maurício pegou uma conjuntivite. Para quem já sofreu com essa doença sabe que isso faz os olhos doeram demais. Desesperado com a dor, pegou uma imagem de Irmã Dulce que tinha com ele e implorou para que esse Anjo Bom aliviasse a dor que estava sentindo.

E ela fez isso e muito mais…

Ao acordar Maurício já não sentia mais dor. Para sua surpresa, depois de 14 anos, havia voltado a enxergar sem nenhuma explicação médica possível. Seu caso ficou conhecido no Vaticano e foi autenticado, dando a Irmã Dulce o seu título de Santa.

Quem foi Irmã Dulce? Reconhecimento da primeira santa brasileira

A história da Irmã Dulce mostra que o seu processo de Beatificação e Canonização aconteceu alguns anos depois que faleceu. Tudo começou em janeiro de 2000, quando sua fama de santidade começou a ser espalhada. Mas somente em 2009, 8 anos depois da realização do seu primeiro milagre, que o Papa Bento XVI reconheceu as virtudes heroicas de Dulce Lopes Pontes. Assim, em 22 de Maio de 2011, a religiosa ficou conhecida como Bem-Aventurada Dulce dos Pobres.

Já em 2019 foi necessário o atestado da confirmação dos seus dois milagre da Irmã Dulce, que oficializou sua beatificação e canonização. Transformando-a na primeira santa brasileira reconhecida pelo Vaticano.

Conheça a OSID – Obras sociais Irmã Dulce

Entender quem foi Irmã Dulce implica mais do que saber sobre suas missões. A santa brasileira fundou, em 1959, uma instituição para ajudar e abrigar pobres e doentes recolhidos das ruas de Salvador, conhecida como Obras Sociais da Irmã Dulce – OSID.

A OSID é a prova do amor e da persistência da santa Irmã Dulce. Isso porque tudo começou quando a religiosa precisou de um lugar para levar 70 pessoas que estavam doentes e não tinha lugar. Foi então que ela pediu autorização para a freira superiora do Convento Santo Antônio para usar o galinheiro do local como abrigo. Assim é explicada a tradição que conta que o maior hospital da Bahia nasceu a partir de um simples galinheiro.

Mas não foi só na saúde que ela investiu…

A OSID também possui o CESA – Centro Educacional Santo Antônio, que é uma unidade que atende centenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A sua parceria com as Secretarias de Educação do Estado e do Município ajuda a oferecer a esses jovens o Ensino Fundamental completo mais acesso à arte-educação, inclusão digital, atividades esportivas, assistência odontológica, alimentação e material escolar gratuitos.

Como está a entidade Obras Sociais Irmã Dulce atualmente?

Mesmo depois de anos da morte da santa, a OSID continua sendo um dos maiores complexos de saúde do Brasil. A entidade comporta cerca de 4,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). É dividida em 21 núcleos que prestam assistência à população de baixa renda nas áreas de Saúde, Assistência Social, Pesquisa Científica, Ensino em Saúde, Educação e na preservação e difusão da história da Irmã Dulce.

Ainda assim é necessário dinheiro para manter essa obra social viva. É por isso que a instituição conta com ajuda do SUS, de convênios com organismos estatais, doações e venda de produtos. A OSID se profissionalizou para manter criar estratégias e nunca perder a importância que possui, mas nunca esqueceu de sua verdadeira missão passada pela Irmã Dulce que é “Amar e Servir”.

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